Quatro patinhos amarelos nasceram, e depois Bram. Ele era cinzento, os pés dele eram grandes demais, e ele era uma cabeça mais alto. — Ele ainda cresce para caber — disse a mãe. — Ainda não.
Bram não conseguia grasnar direito e o pé dele fazia onda. Os outros patinhos nadavam em fila certinha sem ele. Ele treinava na outra ponta do lago.
No outono os patos levantaram voo juntos por cima dos juncos. — Agora? — chamou Bram, correndo pela margem. — Ainda não — responderam eles, e então sumiram.
Bram ficou. Comeu o que sobrou nos juncos gelados e dormiu embaixo das raízes do salgueiro. Toda manhã ele quebrava o gelo da beira do lago com o bico.
Na primavera três cisnes pousaram na água. Bram olhou para eles, e depois olhou para baixo. — Agora — disseram os cisnes, e Bram descobriu que seu pescoço já era comprido o bastante para responder.